Sábado, 27 de Junho de 2009

Aposentadoria para Sarney

O senador José Sarney merece uma aposentadoria. Sair do Senado, do Amapá e do Maranhão. Deveria retirar-se à Academia Brasileira de Letras, onde é "imortal". Com uma renda vitalícia, economizaríamos o sofrimento da população amapaense, maranhense e brasileira, em sua concepção geral.

Lendo o Blog do Mello, até considero plausível a ideia de que essa campanha tacanha contra Sarney seja obra de outro José, o Serra. Porém, convenhamos, o mal está feito. Sarney já passou da hora de sair. Não só ele. Outras figuras silenciosas do Senado também escondem-se na sombra corporativista para manter poderio político nos estados, tão ou mais conservadores que Sarney.

Senadores não representam o povo, representam estados, Unidades da Federação. Por isso o número fixo de três senadores por UF. E quando comandam os governos estaduais, fica mais fácil usar a "máquina governamental" para "eleger" senadores. Foi assim em Goiás, onde morei por 15 anos. Durante os anos de PMDB no governo estadual, os três senadores de Goiás eram do partido. Quando chegou o "tempo novo" do PSDB no governo estadual, não foi necessário muito tempo para caírem os peemedebistas do Senado. Hoje, os três senadores que representam o estado são da base de apoio do "tempo novo". Inclusive, o político que acabou com o reinado do PMDB no governo do estado, Marconi Perillo.

É por essas razões, e figuras, que o Senado está como está. Tem a imagem péssima que colheu. É a estrutura de governo que mais causa problemas ao Poder Executivo. O coronelismo e o caráter anti-povo do mandato - suplentes não recebem votos, são parentes, agregados ou patrocinadores de campanha - faz com que o Senado seja isso que está aí, um cabide de empregos para políticos e familiares.

E não se esqueça: nas próximas eleições seja o seu candidato.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Política Diária

Você acompanha as despesas do seu condomínio? Você já verificou a qualidade (ou falta de qualidade) dos livros escolares distribuídos no colégio de seus filhos? Esses são exemplos de atividades próximas à sua realidade que necessitam daquele trabalho político de base.

Examinar os gastos realizados pelo síndico, tais como energia, água ou até mesmo aquele cartucho de impressora é tarefa do morador de qualquer condomínio. O conhecimento e questionamento de tais gastos pode reduzir aquela taxa extra que volta e meia atazana a vida das pessoas.

Eu já vi dois livros da minha filha e não entendi os motivos pelos quais foram distribuídos no colégio estadual em que ela estuda tamanha a superficialidade dos temas abordados. Ainda vou questionar a superintendência de ensino, mas já soube de antemão que até uma professora questionou a adoção de um deles.

Outro lugar que necessita de um trabalho político é o ambiente de trabalho. Você é sindicalizado? Se não for, tá na hora de se filiar a um sindicato. A qualidade de trabalho e remuneração é maior nas categorias com sindicatos fortes. Caso o seu sindicato não seja um exemplo de representação, forme uma chapa e concorra na próxima eleição sindical.

Nas próximas eleições estaduais, federais ou municipais eleja alguém comprometido com suas idéias. Se não houver nenhum candidato que pense igual a você, procure um partido e se filie a ele. Na próxima eleição, você pode ser seu próprio candidato. Mas, cuidado, não vá repetir velhas fórmulas políticas. Seja o candidato dos seus sonhos e torne esses sonhos realidade. A política somos nós que fazemos.

Domingo, 21 de Junho de 2009

Condescendência pouca é bobagem

Alguém viu a erva-daninha que prolifera no Congresso Nacional? Todo dia surge um novo Sarney empregado lá. Tem filho, neto, genro, cachorro, gato, galinha. Um festival. Lembro que no início dessa novela toda tava lá o PMDB posando de santo e dizendo que era uma campanha para destruir a imagem do partido, que amealhou contra tudo e contra todos a presidência das duas Casas (Senado e Câmara).

Não é bem assim. O próprio senador Jarbas Vasconcelos, do Pernambuco, já havia cantado a pedra. Ele, um "emedebista histórico", já tinha se queixado publicamente sobre o caminho do PMDB na briga por cargos e loteamento de ministérios, secretarias e demais órgãos das esferas de governo. Não contávamos que, de repente, toda a árvore genealógica dos Sarney estaria localizada no Congresso Nacional, trabalhando ou não e recebendo seus salário caladinha.

Estamos no dia 21 de junho de 2009. José Sarney ainda está lá, exercendo a presidência do Senado, já derrubou governador no Maranhão e retornou às páginas dos jornais. Até quando ele permanecerá fazendo o que quer? O presidente Lula, a quem admiro, já disse que devemos respeitar a imagem do homem, porém sabemos que são palavras de respeito a alianças necessárias. Se o PT e sua base aliada de esquerda (PSB, PCdoB e PDT) tivessem um número maior de representantes no Congresso, não teríamos que aguentar esses tipos de alianças com PMDB e PTB.

Espero que na próxima eleição o povo brasileiro amplie essa base no Congresso elegendo mais deputados e senadores de esquerda. Já tá na hora de botar as múmias do Senado e do Congresso para fora. São as mesmas pessoas, o tempo todo, a cometer deslizes e colocar a faca na garganta de presidentes em troca de cargos. Chega dessa condescendência! A mudança deve se realizar em sua totalidade. Há sobrenomes que não merecem mais representar o povo brasileiro. A renovação do voto não se dá na simples transmissão de voto de um Sarney Senior para um Sarney Junior, se dá na mudança de representantes. Se o povo é maioria, porque não é maioria no Congresso?

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Roda Viva de Preconceito

Mais uma vez o programa Roda Viva, da TV Cultura, tentou amarrar um touro de esquerda pelo chifre. No programa que foi ao ar na segunda-feira, dia 08, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, contornou o movimento de sabotagem midiática contra a empresa e contra o governo popular do PT. Respondeu sobre contratos e sobre a CPI da oposição anti-povo do PSDB, DEM e PPS.

Ouviu até questionamentos sobre ser "apenas um professor dirigindo uma empresa de petróleo", mas não calou. Informou ao jornalista que é economista e já foi premiado como melhor gestor em seleções externas. Que bom que o presidente da Petrobras também seja professor. Mostra que esse preconceito contra os mestres não tem fundamentos, principalmente quando do outro lado da bancada está um formador de opinião com opinião torta sobre a formação do entrevistado.

Eu já havia assistido outra entrevista de Gabrielli na Bandeirantes semana passada. Ele é muito correto e objetivo no falar. Não deixa aparas no que fala. Faz questão de salientar que o processo em voga é parte de um conjunto de estratégias contra o sucesso do Governo Federal e contra os que fazem parte dele.

No Blog do Mello, encontrei outro documento interessantíssimo que demonstra como um governo popular trabalha. No caso, trata-se de um texto de Franklin Martins explicando como o Governo Federal tem investido em publicidade de forma a cessar a concentração em determinados órgãos de comunicação. Vale a pena conferir.

Sábado, 6 de Junho de 2009

Uma outra Copa é possível

O leilão da Seleção para 2014 já deve ter rendido à CBF a eternidade. Todos sabemos que só levou o "prêmio" de subsede da Copa quem pagou o pedágio. Agora, proponho, com cinco anos de antecedência - para que possamos organizar por eleição direta - o espetáculo de futebol "Uma outra Copa é possível" a ser realizado nas cidades preteridas no leilão armado por FIFA-CBF.

Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco, bem como outras que se candidatarem, seriam palcos de uma Copa Democrática, com seleções formadas por eleição em seus países, livres de interferências de patrocinadores e empresários. O que vemos hoje é um verdadeiro balcão de negócios em que jogadores vestem as camisas de suas seleções por meio de contratos publicitários e outras questões nada futebolísticas.

A proposta da CBF de utilizar estas cidades para acomodar as delegações é de um cinismo e burrice estupendos. Quem em sã consciência, com jogo marcado para Manaus, vai se hospedar em Belém? As distâncias, no Brasil, são bem maiores do que em países como a Suíça, sede da entidade acima da lei denominada FIFA.

Quando ouvi do presidente vitalício da CBF, Ricardo Teixeira, que na Copa de 2014 não entraria dinheiro público, acreditei. Não creio mais. A exemplo - aliás, mau exemplo - do Panamericano do Rio de Janeiro, a Copa da FIFA pretende enriquecer muita gente com superfaturamento de obras, especulação imobiliária e regalias. Imagino que durante o "espetáculo" do anúncio das subsedes, a festa foi maior entre as empreiteiras e incorporadoras imobiliárias brasileiras.

Podem dizer que "realmente, a Copa de 2014 não receberá um centavo de governos, visto que estes atuarão na criação de infraestruturas urbanas para as cidades, um dever dos próprios governos". Sim, mas quem definiu onde os governos irão aplicar dinheiro não foram os governos, nem o povo brasileiro, foi uma comissão de "notáveis" do negócio chamado futebol. Propina e gorjeta são sinônimos, porém sabemos que uma palavra tem um peso diferente da outra quando envolve o erário e os serviços públicos.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

À direita do Brasil

O único caminho para tucanos, democracas e arenistas é o Atlântico. À direita do Brasil no mapa mundi, o oceano é o lugar-fronteira destinado aos criadores-de-caso, aos criadoress de escândalos-castelos-de-areia. À esquerda do Brasil, os países da América do Sul não são adequados para políticos anti-povo. Não satisfeitos com a popularidade do Governo Lula, retomaram a velha tática das CPI-holofotes. Com duas cajadadas pretendem destruir a imagem da Petrobras, imagem esta conquistada através da transparência, excelência e governança corporativa atestada mundo afora.

Outro velho fantasma conservador a reaparecer na mídia foi Mailson da Nóbrega. Hasteou a velha bandeira do PSDB e gritou a quatro ventos que o Banco do Brasil deveria ser privatizado. Como? Por quê? Para quê? Só porque o Governo Lula definiu que o banco, como instrumento de desenvolvimento do país, tem que diminuir as taxas de juros de empréstimos e financiamentos para forçar bancos privados a fazerem o mesmo?

Como bem lembrou O Espelho, publicação da CONTRAF, os bancos estrangeiros que por aqui aportaram mantém taxas até 10 vezes maiores do que em seus países de origem. No Reino Unido, o HSBC trabalha com uma taxa média anual de 6,6% enquanto no Brasil chega a 63,42%. O Santander, na Espanha, cobra em média 10,81% anualmente enquanto por aqui suas taxas chegam a 55,74%. O Citibank, nos Estados Unidos, aplica taxa média de 7,28% por ano. No Brasil, a taxa chega a 60,84%. Apenas o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal trabalham com taxas decentes. Altas, mas decentes quando comparadas estas.

Outra figura desprezível que reapareceu na mídia foi o goiano Ronaldo Caiado. Não acredito que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, balance no cargo por conta desse famigerado defensor de milícias. Vinte anos atrás, Ronaldo Caiado fora candidato pelo PSD, um dos vários espectros do partido da ditadura militar, a Arena. Com a redemocratização, o partido-camaleão mudou de nome várias vezes, chamando-se PFL e, hoje, Democratas, uma afronta à palavra, visto que uma democracia não pode ser formada de ditadores.

A questão é: a direita está assanhada. O conservadorismo ainda persiste na mídia grande, que considera estranho o que é popular. A mídia grande que não fez nada para impedir o golpe ditatorial que impugnou o mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago, e os votos dos seus eleitores. A mídia grande calou. Calou para não prejudicar o "Pai da Comunicação Moderna", o senador José Sarney, do PMDB. Sarney, outra cria da Arena, soube trilhar o caminho do poder. Aparelhou dois estados de uma vez e manda como coronel. Foi o "Pai da Comunicação Moderna" porque os grupos oligopolistas de comunicação no Brasil devem a ele, e ao falecido ACM, as inúmeras concessões de televisão e rádio que perpetuam o conservadorismo no país.

Quando digo que o caminho para esses conservadores, direitistas e fascistas é o Atlântico não me refiro ao acidente da aeronave da Air France, nem que gostaria que essas pessoas estivessem naquele avião. Refiro-me, simplesmente, à posição (à direita) do que o povo brasileiro deseja.

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Sempre um Papo - Palácio das Artes (BH)




Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Organização e Unidade da Classe Trabalhadora

O trabalhador que busca melhores condições de trabalho tem que se inserir na luta sindical. A palavra "luta" aqui não deve ser entendida como figura de retórica, mas como ação política. Temos que somar nossa participação na política, pois, independentemente de partidos e correntes, devemos por no debate questões da base de trabalhadores que muitas vezes ficam em segundo plano.

Este final de semana participei de congresso de bancários em Brasília e como primeira experiência sinto que foi muitíssimo positiva. Vi como os acordos são costurados. Vi as marcações de posição das diversas correntes. Vi pessoas da base, independentes de correntes e partidos. Vi, em suma, a representatividade bancária ali destacada. Majoritários e minoritários, mas com um ideal comum: a melhoria das condições de trabalho no setor bancário.

Bancários preocupados com a situação econômica mundial, regional e local. Bancários preocupados com as condições de trabalho de funcionários de empresas que prestam serviços terceirizados aos bancos. Bancários preocudados com o futuro da caixa de saúde e com o fundo de previdência dos funcionários. Dirigentes do fundo de previdência estiveram presentes ao congresso para explicar o que tem sido feito para que os recursos de aposentadoria de bancários não se esvaiam no turbilhão da crise.

Por tudo isso escrito aqui sugiro que você, leitor e leitora, procure o seu sindicato para saber o que está sendo feito para melhorar suas condições de trabalho, sua remuneração. O sindicato em questão não lhe representa? Inicie uma campanha de sindicalização para colocar mais pessoas que pensam como você no dia-a-dia do sindicato. Leve para dentro dele discussões sobre aqueles assuntos específicos do seu setor de trabalho. Essas discussões, muitas vezes, quando unidas a outras discussões específicas formarão a base de uma nova campanha de negociação.

Procure saber quem são os dirigentes do seu sindicato e se há representante sindical de base no setor em que você trabalha. Se não houver, você já tem um bom motivo para candidatar-se à vaga e começar a mudar a forma de fazer sindicalismo no seu trabalho.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Farra do Boi: políticos se revoltam contra restrições ao uso de passagens por familiares

Olha... Eu, às vezes, me surpreendo com tamanha desfaçatez... Não é que os políticos se revoltaram contra as restrições ao uso de passagens por familiares e agregados?!?! Conforme matéria da Folha Online, há parlamentares que chamam de "duras" as medidas tomadas pelas Mesas Diretoras. Um político muito conhecido em Goiás, infelizmente, diz: "As decisões certamente foram tomadas em função da pressão popular."

Claro, como representantes do POVO, todos os parlamentares estão submetidos à vontade do POVO que os colocou lá apeados nos mandatos eletivos. Hipócritas não são as medidas que vêm impedir o uso indevido de recursos públicos em benefício próprio. Se a mãe, a mulher, a filha e o genro do político querem viajar, é simples: trabalhem e comprem as passagens com o dinheiro dos seus trabalhos. Deputados e senadores viajam a serviço do POVO que os elegeram. Ainda não elegemos primeiras-esposas, primeira-filhas, primeiros-genros.

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Depois do desmanche...

... vem o aparelhamento.

A pseudo-governadora do maranhão, Roseana Sarney, cortou cerca de seis secretarias e anunciou a posse de 26 secretários. De acordo com algumas informações não-oficiais, dois macacos da situação que eram da oposição à família Sarney pularam para o galho da governadora, tornando-se novamente situação. Basicamente, o que faz o PMDB desde sempre.

O pseudo-silêncio midiático é que assusta após a tempestade antidemocrática que assolou o Maranhão.